InSomne

by InesG e Cpinto

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about

"Projecto experimental wordsong - autoria de Cpinto e InesG - que tenta unir o hipnótico com um instrumental envolvente em texturas de melancolia a embalar sentidos.
Fusão da imagética musical com a palavra dita."

credits

released April 5, 2013

Inês Guerreiro na poesia.
Cláudio Pinto na música.

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Abismo Humano Label Portugal

Editora da Associação de Artes "Abismo Humano".

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Track Name: Poison
..Poison:

...o que me consome no vagar dos dias
assim aos solavancos devagarinho és tu que me ouves de entremeio pelas palavras sem sequer entenderes que o que se esconde agora aí por detrás do véu que nos cobre na imensidão do saber e do sentir
é o silencio que nos tolhe e cansa a alma fragmentada de velocidades intempestuosas a tombar assim aos solavancos devagarinho na fúria dos dias onde finda a história que lemos nos livros de fel em resquícios de cetim resgatado nas montras de louvores passados
golpes em fá sustenido e solfejos de maiores sonhos na memória
promíscuas linhas em esboços de futuros entendimentos
cala
cala o louco grito de ti em mim devassado pelas escolhas e esperas intermináveis
fecha
fecha a porta sem trinco que te acolha no vulto do negro
vazio
o quarto o copo o mundo sentado naquele banco à beira-mar que tu
e eu
tu e eu corremos no sal das pegadas que deixámos para trás
em certezas de fulgores despidos do nada
nada
antros de gloriosas loucuras ao pôr do sol
ânimos de consortes a embalarem-nos
os sonhos
mas assim como quem diz preciso de ti
e tu de mim
e dos dias a correr sem saber que seria assim
o que me consome no vagar dos dias
assim aos solavancos devagarinho és tu.
Track Name: Stress (à) Queima-Roupa
Rusgas de cabra-cega em solidão lançam volteios de danças roucas
torpedos a esgueirarem o frio à fome
loucos amparos reparos de desaires em braços cadentes
paixão

...vidrados olhares imaginam encontros
à queima-roupa onde te revês uno na nudez dos porquês
como vais onde sais
entras
em candeias avessas traiçoeiras velas acesas escurecem
altares capatazes ao luar
como quedas abruptas do poder a esconderem larachas
assaltos de sussurros gemidos contrafeitos

...confundes calma honra palavra dita
a exterminar sagacidades verdades
loucas promiscuidades a serem cautelas
à venda no penhor a preço de raivas idas contidas nas saídas de portas
fechadas em cadeados perdidas as chaves
ferozes encalces de história
em vidrados olhares à queima-roupa.
Track Name: A(calma)
"...apagaram-se as luzes como um strob incandescente que veio para ficar
sem que te apercebas da ausência de cor
em monocromáticas conversas a vaguear nas ruas de faces ocultas pelo frio da demora
e ventos que consomem as escamas na pele torturam os pensamentos desarticulados
como homens sem vida a caminho da forca
miram-te a escarnecer os dias
na total ausência de voz
vozes que cambiam sorrisos e trocam urros à passagem
silêncio
a calma veste máscara
incolor
indolor à superficie que te tatua por dentro a nostalgia
e a cor
amor
a vida a saltitar nos jardins de encantos
suspiras
revês relês escutas demoras-te... pensas
lês vês ouves queres saber porque o tempo se calou faz tempo
no sol dos teus olhos a refletir ilusões nas ondas do mar
luas que se atropelam
noite após noite em cronómetros desconcertados
pecam as memórias
fugas rumores histórias
como livros em saldo nas bancas esquecidos...

...apagaram-se as luzes como um strob incandescente que se queda nos olhos teus
ao espelho de mil pedaços que quebraste na fúria de achares que a realidade era mais do que isto
e aquilo e aquele-outro trejeito sem jeito a fazer de conta fugaz
inoportuno
silêncio
a recarregar baterias nos fachos que persegues às mãos do vândalo catalogado a preço de nada...

...larga a ilusão
a calma veste máscara."